Eu e a Dislexia: 

“nossa”  trajetória até o  momento do  “encontro”

    Meu nome é Maria Silvana Alves da Silva. Mãe de três filhos. Professora de Língua Portuguesa e Literatura no Ensino Médio e psicopedagoga clínica nos espaços AMEE e Sinapses em Santo Antonio de Posse, uma cidade com  pouco mais de  23 mil habitantes, no interior de São Paulo.

    Comecei como professora atuando em turmas de reforço em Língua Portuguesa. Sempre mostrei  interesse em ensinar para aqueles que apresentavam dificuldades para aprender e buscava, através de revisões bibliográficas e capacitações, estudos  que abordassem o porquê de muitas crianças e adolescentes não conseguirem aprender como seus pares. 

    Em constante formação, ingressei na especialização em  psicopedagogia em 2012. Foi amor à primeira vista, mas a necessidade de encontrar mais respostas para minhas perguntas só foi aumentando. Iniciei a neuropsicopedagogia e passei a focar meus estudos e leituras em dificuldades e transtornos de aprendizagem. Comecei a receber pacientes laudados com Dislexia do desenvolvimento (um dos distúrbios de aprendizagem), e devido à alta demanda de outros com hipóteses diagnósticas desse mesmo transtorno, me aprofundei em cursos, especializações, congressos os quais abordassem especificamente o tema. 

    Durante esse período, uma das perguntas feitas pelos pais (em especial, pelas mães) que mais me chamava a atenção era “o que posso fazer em casa para ajudar meu filho a desenvolver a leitura e a escrita, e a melhorar seus resultados na escola?” É fato de que muitos pais se sentem impotentes por não conseguirem bancar todo o tratamento particular devido aos altos valores e também porque muitos municípios  não oferecem esses serviços gratuitamente.

    Bom, passaram-se sete anos e nas férias de dezembro de 2019, fui assistir novamente ao filme indiano  Taare Zameen Par (Como estrelas na Terra, toda criança é especial) e, inspirada pelo filme,   tomei a decisão de criar esse blog a fim de  contribuir com pais e demais interessados, apresentando metodologias e técnicas que melhor favoreçam e otimizem a aprendizagem dos disléxicos. 

    “Eu e a Dislexia” começou assim: viemos de caminhos distintos, que acabaram se encontrando. Um “sentimento de mundo” (como escreveu  Drummond)  me invadiu e me encorajei a provocar o  mesmo olhar do  professor Nikumbh (do filme inspirador) em pais, professores e familiares dos estudantes que precisam superar, além das dificuldades da dislexia, a falta de formação e informação sobre o transtorno dos que estão em seu entorno. Ele será um espaço de apoio psicopedagógico para mães e professores que, assim como eu, convivem com disléxicos e gostariam de vê-los sujeitos felizes e realizados profissionalmente no futuro. Isto é possível, porém não acontece em um passe de mágica. Ao contrário, o resultado vem  com bastante trabalho, organização, disciplina e muito amor!

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