• Maria Silvana Alves

PORQUE A APRENDIZAGEM NÃO PODE PARAR!!!



Em tempo das aulas presenciais, sempre construí um mural na escola com as redações que se destacaram, não por serem as melhores, mas por revelarem que TODOS são capazes de aprender com esforço, dedicação e muita disciplina. É notável a melhora gradativa na escrita daqueles que se propõe a se superar a cada escrita de redação! São muitos os alunos que me surpreenderam nesse bimestre, mas hoje trago cinco textos que selecionei, não porque eles merecem nota 1000, mas como dito em aula online, por ser uma forma de incentivar também outros ninos e ninas a atingirem os resultados que esperam e que tanto se empenham para conseguir. Esses alunos comprovam com seus textos a importância de seguir as técnicas, as normas, as dicas dadas em aula e as leituras necessárias para se aprimorarem. Transformaram a pandemia - um momento de tantas dúvidas e inseguranças sobre o futuro- em uma oportunidade de se dedicar aos estudos e crescer! Parabéns!


#separadosmasconectados


Lembrando que não há pretensão nenhuma em mostrar o modelo perfeito de redação, mas apenas em servir de motivação aos demais alunos que acabaram perdendo um pouquinho do "ritmo" de estudos devido à ausência das aulas presenciais. Os nomes dos alunos foram omitidos para preservar a identidade, mas são todos meus alunos da E. E. “Santo Antonio”, uma escola da rede pública de ensino. O tema das redações desenvolvidas é “Caminhos para combater a desigualdade social no Brasil”.


Redação 1


A desigualdade social sempre esteve enraizada no DNA de nossa sociedade, desde a época colonial. Neste contexto, quando observamos o cenário brasileiro é perceptível que essa teoria se mantém de forma presente e abrangente, o que compromete profundamente a população do país. Nesse sentido, torna-se claro que a ineficiência do sistema econômico interfere negativamente no âmbito social, causando consequências como a pobreza e uma educação básica precária.

No livro "O Cortiço'' de Aluísio de Azevedo, o autor retrata a desigualdade social por meio de um cortiço no subúrbio do Rio de Janeiro no século XIX. O lugar era composto por pequenas casas onde viviam pessoas de baixa renda, cujo dono era João Romão que para enriquecer explorava seus empregados, e ao lado em um sobrado vivia Miranda, um burguês e comerciante bem sucedido, com condições mais elevadas. Em vista disso, pode-se dizer que a desigualdade social é a má distribuição de renda em uma sociedade, no qual uns têm muito, e outros vivem em extrema miséria.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) o Brasil é o oitavo país com maior índice de desigualdade social no mundo, e apenas 1% da população brasileira tem um maior poder aquisitivo, e o resultado desse contraste é bem refletido na sociedade. Ao analisarmos as cidades grandes, percebe-se facilmente a desigualdade social nas favelas, falta de saneamento básico, e casas em condições precárias é a realidade de muitas pessoas, enquanto do “outro lado” apartamentos luxuosos, com piscinas e áreas de lazer, demonstram bem a desigualdade.

Portanto, podemos notar que a desigualdade social mesmo depois de tanto tempo, ainda se mantém presente no Brasil, e essa situação deve ser o quanto antes mudada. Cabe exclusivamente ao Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação e Cultura (MEC) melhorar a qualidade de ensino das escolas públicas, para que todos os alunos tenham a oportunidade de ingressar em um ensino superior. Cabe também às autoridades melhorar a empregabilidade, para que todos tenham a chance de ter uma condição de vida melhor.

(N. M., 3º A)


Redação 2


É público e notório o fato de o Brasil ser um país com grande desigualdade social. A maior parte dessa diferença está, em sua maioria, em pessoas negras e população que vivem em locais periféricos. Muitos dessa população não têm uma renda fixa e não têm uma boa estabilidade, consequência muitas vezes de fatos históricos. A situação econômica do nosso país também não favorece, ou seja, baixo salário mínimo e custo de vida alto, principalmente, nas grandes Metrópoles.

A desigualdade social no Brasil é um problema sério e que pode ser resolvido através de, primeiramente, bom senso, depois, equidade e bons representantes. O desequilíbrio econômico social no Brasil se dá principalmente por fatores históricos os quais se refletem até os dias de hoje.

Como principais exemplos de desigualdade temos os negros e os moradores de comunidades periféricas. Podemos dizer que um fator está diretamente ligado ao outro, já que a maioria dos moradores de comunidade são negros e são resultado da escravidão, uma vez que quando os escravos foram libertados, acabaram sendo empurrados para as favelas.

O Brasil e o mundo seriam muito melhores se ambos praticassem mais a equidade. No nosso país, nem sempre são oferecidos suporte a quem precisa. A falta de políticas públicas acabam, na maioria das vezes, não colaborando com o povo. Por outro lado, se os brasileiros lessem mais, estudassem mais, cobrassem mais, o nosso país não estaria nessa situação. A resolução do problema talvez seria simples, porém, exige muita competência, políticos com boas intenções e ações; que olhassem para o Brasil, lançando bons projetos e agindo da maneira que visassem não só o seu lado pessoal, e sim, o bem estar do país e da população.

(R. C. S., 3º A)


Redação 3


Hoje em dia, a desigualdade está cada vez mais presente no cotidiano da sociedade brasileira. Assim, este fato se torna pior do que já é, pois desta maneira dá-se a entender que não é um assunto tão sério como realmente é. Devido a esse motivo, a população não pode ficar indiferente para esse tema e deve tentar encontrar meios para combater a desigualdade social, uma vez que ela não é atual como muitos pensam, pois começou com os colonizadores. Esse problema foi se estendendo ao longo do tempo e fez com que o Brasil ocupasse hoje o 8° país de maior índice de desigualdade social do mundo.

Em relação aos antepassados, sabemos que os colonizadores sempre quiseram se mostrar superiores aos índios para que esses tivessem medo e não interferissem quando aqueles fossem mandar riquezas para a matriz. Com essa submissão, os índios acabaram sendo escravizados devido a não terem armamentos desenvolvidos iguais aos dos seus colonizadores. Com isso, percebemos que a desigualdade vem de longa data, porque além de os nativos não terem o desenvolvimento igual a dos europeus, acabaram sendo escravizados e dados como inferiores ao povo que ocuparam as suas terras.

Em pesquisa feita pela ONU que avaliou de forma decrescente todos os países com desigualdade social, o Brasil infelizmente ocupou o 8° lugar, o que se torna uma tristeza para os brasileiros. Apesar de o Brasil ser um dos dez países com o PIB mais alto, ou seja, estar com a soma de todos os bens e serviços finais produzidos relativamente alta, esse capital está nas mãos de poucos. Assim, observamos que o Brasil tem renda o suficiente para conseguir que a desigualdade social diminua.

Logo percebemos que, a desigualdade social é um fato que está enraizado na sociedade brasileira e por isso, precisamos que o Governo junto com as escolas se unam. Aquele deveria desenvolver mais projetos para diminuir o índice de desigualdade, enquanto estas formassem seus alunos sujeitos capazes de lutar por seus direitos como cidadãos, elevando o país em uma melhor posição mundial neste aspecto.

(E. F. I., 3º B)


Redação 4


Na série “3%” é retratada a diferença social e econômica brasileira em um futuro próximo abordando a divisão entre o continente e o Maralto, uma ilha almejada por todos. Fora das Telas, a realidade não é diferente, visto que, de acordo com ONU, o Brasil ocupa o 8º lugar no ranking da desigualdade. Assim, é necessário analisar esse cenário já que a falta de investimentos governamentais e a má distribuição de renda contribuem para esse índice.

A falta de investimentos nas escolas públicas diminui o nível de escolaridade de tal forma que, escolas de alto nível sócio-econômico têm o desempenho cinco vezes maior do que as escolas pobres. Em virtude disso, a criminalidade e o desemprego só aumentam, o que dificulta o acesso aos direitos básicos. Ademais, com esse alto nível de desemprego, a criminalidade surge em locais onde as famílias são de baixa renda enquanto aumentam as casas luxuosas com imensas áreas de lazer. Essa divisão entre altas e baixas classes são os principais casos de desigualdade impossibilitando, muitas vezes, os jovens de baixa renda a cursarem uma boa faculdade. As diferenças deveriam ser deixadas de lado e as oportunidades deveriam ser, de fato, iguais para todos.

Dessa maneira, é preciso combater a desigualdade para por um final nesse quadro tão injusto que presenciamos. O governo deveria criar mais oportunidades para geração de empregos, enfrentando a criminalidade e investindo em segurança pública. Da mesma forma, o Ministério da Educação deveria promover projetos de inclusão social e cursos profissionalizantes a fim de oferecer melhores oportunidades de emprego e consequentemente, melhores condições de vida.

(L. S. L. , 2º C)


Redação 5


Desigualdade Brasileira


Hoje em dia, a desigualdade é presente em todas as cidades brasileiras e a má distribuição de renda é um dos grandes fatores para esse “buraco” na igualdade socioeconômica do Brasil. É devido a essa desigualdade que os índices de criminalidade e analfabetismo só aumentam, gerando a revolta da população que, cada vez mais, luta para eliminar essas diferenças na educação e renda ganha por suas famílias.

As causas da desigualdade na sociedade mundial são várias, mas as principais são a má distribuição de renda e o desinteresse de muitos pela educação. Algumas escolas estão em situação precária pelo fato do vandalismo vindo dos estudantes e com isso a taxa de escolaridade cai, causando analfabetismo e mais criminalidade.

Com o aumento da criminalidade, os gastos para combater os crimes aumentam ainda mais do que já são. Ao mesmo tempo, com o aumento do analfabetismo, gera-se um elevado número de desempregados por conta de não terem um ensino adequado e isso acarreta uma oscilação da economia brasileira.

Em suma, a desigualdade social está presente em todos os países, até mesmo nos mais desenvolvidos. Para combatermos isso em nosso país, é necessário criar leis governamentais para auxiliar as famílias mais necessitadas e criar propagandas governamentais direcionadas à importância da educação, a fim de conscientizar toda a população, não só brasileira, mas também a mundial, sobre a influência do grau de escolaridade na economia de um país.

(A. G. P. N., 2º C)


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