• Maria Silvana Alves

Por quanto tempo a criança ou o adolescente com dislexia vai precisar de acompanhamento terapêutico?


Nesses últimos sete anos que tenho me dedicado à psicopedagogia, participei de cursos; congressos; palestras; li livros e artigos; assisti a entrevistas e lives com especialistas e uma questão me deixou com dúvidas: por quanto tempo, afinal, o paciente com dislexia vai precisar estar passando por acompanhamento terapêutico? Já ouvi a opinião de vários especialistas (muitas até divergentes) sobre essa questão. Inquieta, busquei respostas com a presidente da Associação Brasileira de Dislexia, Maria Ângela Nogueira Nico, à qual não só respondeu à minha pergunta como também detalhou como ocorre esse acompanhamento e decidi compartilhar com todos os que estão acompanhando nossas postagens para que, cada dia mais, possamos aprender sobre esse transtorno e trabalhar de forma assertiva.

“Sempre falo para os pais que o tratamento é muito longo, porque além da dificuldade maior - a dificuldade em leitura e escrita - há também as outras dificuldades que acompanham o disléxico. Como não existe um disléxico igual ao outro, você vai trabalhando todas as dificuldades: memória, organização, foco, enfim, você tem que trabalhar pra estimular todas as demandas que cada paciente traz: tudo relacionado à escola e a vida dessa criança ou adolescente. Dentre todas as dificuldades, o que mais demora é a memória ( de curto ou de longo prazo). Dessa forma, só quando esse paciente consegue passar as informações que a gente está dando e orientando para a memória de longo prazo, que ela vai conseguir avançar. É um trabalho muito longo que envolve muito carinho, muita paciência e muito amor; cerca de uns 4 ou 5 anos. Às vezes, você dá uma alta provisória, mas depois esse paciente volta depois que está no ensino médio ou na vida adulta. O mais importante é que sempre há tempo de trabalhar! Seja com a criança de risco, com o adolescente e até com o adulto. Sempre! “



7 visualizações

© 2023 por EU E A DISLEXIA.